19/10/2019

Resumos de História A 11.º Ano

O livro escolar Resumos de História A 11.º ano, da autoria de Lia Ribeiro e António Ribeiro, com a chancela Sebenta da Leya Editora, apresenta resumos de todos os conteúdos essenciais da disciplina de História A de acordo com as aprendizagens essenciais.
Os conteúdos e os conceitos estruturantes da disciplina são expostos de forma rigorosa, com linguagem clara e acessível aos alunos. 
Trata-se de um auxiliar completo e estruturado que garante uma adequada preparação para os testes de avaliação e para o Exame Nacional.
- Resumo de todos os conteúdos essenciais
- Linguagem clara e acessível
- Indicado para a preparação de testes de avaliação e Exame Nacional

Ano de Edição / Impressão / 2019
Número Páginas / 144
Dimensões / 232 x 10 x 155 mm
ISBN / 9789727994397
Editora / SEBENTA

https://leyaonline.com/pt/apoio-escolar/revisoes/resumos-de-historia-a-11-ano/
Resumos de História A
capa do livro Resumos de História A 11.º ano

19/09/2019

O mais antigo batistério na Península Ibérica

Uma equipa de investigadores das Universidades de Coimbra, de Vigo e da Corunha publicou um estudo que revela a data de construção dos dois batistérios de Idanha-a-Velha.
Com base em análises físico-químicas e arqueológicas, foi possível situar a construção de uma das piscinas batismais na segunda metade do século IV, quando o território pertencia ao Império Romano. O batistério é, até agora, “o mais antigo que se conhece na Península Ibérica, sendo um dos sinais mais recuados e importantes da presença do cristianismo no território atualmente português”, com explica Pedro Carvalho, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Construídos junto das primeiras igrejas, os batistérios eram espaços onde se ministrava o sacramento do batismo por imersão, antecedendo as pias batismais que surgiram posteriormente, na Idade Média, mais concretamente no século XI. Idanha-a-Velha, a antiga Egitânia, foi sede episcopal durante o período suevo-visigótico, nos séculos V a VII, sendo um dos mais notáveis sítios arqueológicos portugueses.
O estudo foi realizado no âmbito de um projeto de investigação arqueológica, atualmente em curso em Idanha-a-Velha, liderado por investigadores da Universidade de Coimbra e da Universidade Nova de Lisboa e enquadra-se num protocolo estabelecido entre essas universidades, o Município de Idanha-a-Nova e a Direção Regional de Cultura do Centro.
O artigo foi publicado na revista Archaeological and Anthropological Sciences.
Batistério do século IV
Sé de Idanha-a-Velha (antiga Egitânia), onde se situa o batistério

31/07/2019

Uma vítima da segunda guerra civil romana na Hispânia?

A campanha de escavação no sítio de Puig Ciutat, em Oristà, trouxe a descoberta de um esqueleto. Resta determinar se é homem ou mulher, mas certamente será uma fonte de informação para a equipe de arqueólogos e um antropólogo que comandam as investigações neste local único, palco de uma batalha entre Júlio César (100-44 a.C.) e Pompeu (106-48 a.C.), no contexto da segunda guerra civil romana (49-45 a.C.). Até agora é o único ser humano na Hispânia que apresenta evidências dessa guerra.
Os dados fornecidos pela análise antropológica deste habitante do campo ou da cidadela podem ser a chave para determinar quem eram o habitantes deste local nas terras altas de Lluçanès. É pelo nome da região que a equipe decidiu baptizá-lo como Lucius ou Lucy, esperando para determinar seu sexo.
Puig Ciutat foi escavado desde 2010 e em cada campanha surgiram novas evidências da batalha que ali ocorreu por volta de 49 a.C., com projécteis de funda e catapulta lançados do perímetro da fortificação.
A cidade ocupa cerca de cinco hectares, situada num planalto junto ao sinuoso ribeiro  Gavarresa, com falésias que atingem os cinquenta metros de altura em algumas secções e grossas paredes construídas nos flancos mais acessíveis. As fundações da muralha sugerem um desenho ibérico original, por isso não seria estranho que as tropas de Pompeu Magno aproveitassem e expandissem uma fortificação pré-existente.
Até agora, nove anos de escavações revelaram paredes, casas, cerâmicas e projécteis. A semana passada revelou o primeiro vestígio humano. O antropólogo Ot Ordeig,  aplicando as mais recentes tecnologias, interrogará estes ossos para tentar compreender a causa da morte, como se alimentava, as doenças de que sofria, o seu lugar de origem e o  seu ADN.
Lucius /Lucy apareceu soterrado(a) sob as madeiras queimadas de uma das casas na área sul do local. Terá sido o impacto a causa da morte? Por enquanto é um mistério.
As campanhas anteriores revelaram que neste local os romanos lutaram contra os romanos. As cerâmicas e os restos de armamentos no interior das muralhas são romanos e os projécteis enviados do exterior também. Os sitiantes venceram esta batalha. Quais foram os conflitos entre os romanos na antiga Hispânia? Aqueles em que Júlio César e Pompeu lutaram pelo domínio político e militar do império. Pelo contexto podemos perceber que é César quem ataca, não pela evidência arqueológica, mas pela evidência documental, e esta poderá ter sido a batalha decisiva.
Uma das questões que continuam por responder: qual a razão pela qual César considerou necessário conquistar esta cidade. Uma das hipóteses é que Pompeu tinha cortado a via mais favorável à deslocação do exército de César (Via Augusta) e que Puig Ciutat (civitas romana em documentos medievais), sem ser o lugar mais central na Hispânia, correspondia a cinco hectares nas terras altas, com defesas naturais excelentes e, desta forma, seria útil para o controle do território.
Puig Ciutat
Escavações em Puig Ciutat. 
Ponta de lança em Puig Ciutat
Possivelmente uma ponta de pilum (lança)

25/07/2019

Fragmentos cerâmicos de Ateius na cidade romana de Ammaia

Nas escavações da cidade romana de Ammaia encontraram-se produtos das oficinas de Cneius Ateius, um dos grandes produtores e exportadores de loiça fina, marcada com os seus selos, por isso designada de sigillata (selo - sigilum), desde a Península Itálica (terra sigillata de tipo itálico - sigillatae italicae).
A oficina de Ateius, em Arretium (Arezzo), era uma das maiores empresas de olaria. Para ele trabalhavam 23 escravos especializados, confirmados pela Epigrafia. Presumivelmente, seriam mais tarde «libertos », depois de concedida a carta de alforria, e, ocasionalmente, formariam uma espécie de associação de que constavam as marcas de Zoilus, Zoe, Xanthai, Prisci, Ras, Hilarius. Dos numerosos oleiros fornecedores da Península Ibérica, naturais de Arezzo, estão documentados Cn. Ateius, P. Cornelius, M. Perennius, Rasinius.
Qual terá sido o percurso desta cerâmica fina, de cor vermelha-acastanhada e polida, que encontraram na cidade romana de Ammaia o seu consumidor final?
Fabricadas na península Itálica no século I d.C., foram encaixotadas e expedidas para a Península Ibérica, certamente, por via marítima. Descarregadas num qualquer porto lusitano, talvez Olisipo (atual Lisboa), talvez Salacia (atual Alcácer do Sal). Em qualquer destes locais conhecemos loiças da oficina de Cneius Ateius. A partir do porto deverá ter sido transportada em carroça ou no dorso de animais, reexpedidas para o interior do território. Diretamente para Ammaia ou, mais provavelmente, para uma qualquer outra cidade de onde, por sua vez, foram reencaminhadas para Ammaia.
A loiça de Ateius é conhecida em Augusta Emerita, a capital da Lusitânia, e é possível que fosse esta cidade o principal pólo de atracção destes artigos. Assim, como poderia ser também o principal centro de redistribuição nestes territórios interiores.
Tantas coisas nos podem dizer estes fragmentos cerâmicos.
Cneius Ateius
Fragmentos cerâmicos de Cneius Ateius descobertos na cidade romana de Ammaia
Cneius Ateius
Fragmentos cerâmicos de Cneius Ateius descobertos na cidade romana de Ammaia

13/07/2019

Marcas de arquiteto na cidade romana de Ammaia.

Projectar uma cidade romana de raiz era uma tarefa complexa, lançada pelos agrimensores, que definiam as grandes linhas viárias e as insulae (quarteirões), bem como os espaços públicos da cidade.
Mas, para lá das grandes linhas, havia também a realização das tarefas mais concretas, como seria a montagem de um pórtico com as suas colunas. Para estas tarefas, o arquitecto teria de dar e deixar instruções para quem devia executar o trabalho: são estas as marcas (ou guias) dos arquitectos. Com a obra acabada, estas marcas ficariam invisíveis. Mas, quando lidamos com ruínas, podemos ter a felicidade de as encontrar.
Aqui estão as marcas de arquitecto gravadas nos plintos das colunas do pórtico que flanqueava uma das ruas da cidade romana de Ammaia (freguesia de São Salvador da Aramenha, concelho de Marvão).

Ammaia foi fundada nos finais do século I a.C. e obteve o estatuto de «civitas» durante o reinado de Cláudio (no poder entre 41-54). Receberia o estatuto de município durante a época de Vespasiano (no poder entre 69-79). Desenvolveu-se como um importante núcleo urbano devido à sua localização e à exploração dos recursos minerais e naturais da região, como o quartzo e o ouro. Um outro factor determinante terá sido a sua localização num ponto de cruzamento de vias romanas que uniam importantes núcleos urbanos na altura, ligando uma dessas vias a de Ammaia à capital da província, Emerita Augusta.
Ammaia
Marcas de arquiteto na cidade de Ammaia

09/07/2019

Museu Machado de Castro integrado na área classificada como Património Mundial da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia

O Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra foi integrado na área classificada pela UNESCO como Património Mundial da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia.
A inclusão do Museu Nacional Machado de Castro na área classificada como Património Mundial, em 2013, foi decidida na 43.ª Sessão do Comité do Património da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Monumento nacional desde 1910, o espaço do museu foi centro administrativo, político e religioso na época romana, foi templo cristão, pelo menos desde o século XI e paço episcopal a partir da segunda metade do século XII.
Museu Machado de Castro
Museu Nacional Machado de Castro