27/02/2021

Encontrada carruagem cerimonial em villa próxima de Pompeia

Foi descoberta uma carruagem cerimonial numa villa nos arredores de Pompeia, a cidade soterrada pela erupção Vesúvio em 79 d.C. A carruagem de quatro rodas, construída com ferro, bronze e estanho, estava localizada perto dos estábulos da villa em Civita Giuliana, cerca de 700 metros ao norte das muralhas de Pompeia. Seria um veículo usado em cerimónias, desfiles e profissões e, por esse motivo, é uma peça rara.

Carruagem cerimonial século I d.C. (Pompeia)


28/01/2021

Ano mil e o início da globalização?

E se quase tudo o que sabemos sobre as origens da globalização estiver errado? Neste livro, Valerie Hansen, da Universidade de Yale, argumenta, de forma algo provocadora, que a globalização não teve início apenas quando os Portugueses «deram novos mundos ao mundo». Corajosas explorações e ousadas missões comerciais ligaram as grandes sociedades mundiais cinco séculos antes, levando desde logo à difusão de objetos, pessoas, tecnologias, produtos agrícolas e religiões um pouco por todo o mundo – o que representa o verdadeiro início da globalização.

Será que se pode utilizar o conceito de globalização para estes períodos históricos ou será um anacronismo e o mais correto era utilizar o conceito de protoglobalização.

 


03/01/2021

Todos os frescos da capela sistina em fotos de alta resolução. Publicação editorial em três volumes que custam 18 mil euros

Miguel Ângelo trabalhou na abóbada de berço da Capela sistina quase cinco anos (de 1508 a 1512) e legou este testemunho: «Depois de quatro anos de tortura e mais de 400 figuras em tamanho natural, sentia-me tão velho e exausto quanto Jeremías. Eu tinha 37 anos e nem os meus amigos reconheciam o velho em que me tornei». Um espaço de mais de 1.000 metros quadrados a 20 metros de altura foi transformado numa das mais grandiosas obras de arte da humanidade. Nesse espaço Miguel Ângelo criou um conjunto frescos de arqruitetura fingida onde incluiu o desenvolvimento das histórias do Génesis com mais de 400 figuras em tamanho natural. Esta criação monumental, encomendada pelo Papa Júlio II, mas que ninguém foi capaz de observar com o nível de detalhe com que o artista os criou, senão subindo os 20 metros que os separam do solo.

A editora Callaway Arts and Entertainment, em colaboração com os Museus do Vaticano e a editora italiana Scripta Maneant, desenvolveu um projeto fotográfico que exigiu mais tempo de trabalho do que o próprio trabalho de Michelangelo, cinco anos, e que oferece uma visão sem precedentes de toda a Capela Sistina.

Graças à mais recente tecnologia em fotografia digital, a Capela Sistina publica em três volumes as imagens de alta resolução, em escala real e com uma precisão de cor de 99,4% da abóbada de Miguel Ângelo e dos frescos que Sandro Boticelli, Perugino ou Ghirlandaio pintaram nas laterais do altar, por ordem do Papa Sisto IV.

O responsável do desenho tipográfico é Jerry Kelly, os textos são de Antonio Paolucci que explicita a história dos bastidores da decoração da capela sistina.

São as mais de 270.000 imagens captadas para reproduzir as obras que tornam a Capela Sistina património da humanidade.

É uma das publicações mais extravagantes do mundo editorial, pois tem o preço de 17.965 euros.

Fotos dos frescos da capela Sistina
The Sistine Chapel

Pormenor dos frescos da capela Sistina
Pormenor dos frescos da Capela Sistina

Pormenor dos frescos da capela Sistina
Pormenor dos frescos da Capela Sistina

Pormenor dos frescos da Capela Sistina
Pormenor dos frescos da Capela Sistina

 

 

 

 


28/12/2020

Estudo revela a diversidade genética dos vikings

Na imaginação popular, os vikings eram guerreiros escandinavos robustos de cabelos louros que saqueavam as costas do norte da Europa em inovadores navios de guerra. Permanece um persistente mito moderno de que os vikings eram um grupo étnico ou regional distinto de pessoas e com uma linhagem genética «pura». Como o icónico capacete "Viking", esta ideia é uma ficção que surgiu com os movimentos nacionalistas do final do século XIX. Um extenso estudo de ADN antigo publicado na revista Nature revela a diversidade genética das pessoas que chamamos de vikings, confirmando e enriquecendo o que as evidências históricas e arqueológicas já sugeriram sobre este grupo de guerreiros, comerciantes e exploradores.

Este estudo reúne dados genéticos de 442 humanos cujos restos mortais datam de cerca de 2.400 a.C. a 1600 d.C. - todos enterrados em áreas onde se sabe que existiu presença dos vikings. Alguns estavam localizados lugares como a Gronelândia, por onde viajavam, e outros foram enterrados com artefactos de origem escandinava (moedas, armas e até barcos inteiros).

Foi um desafio logístico reunir as centenas de amostras antigas, provenientes de mais de 80 sítios arqueológicos no norte da Europa, Itália e Gronelândia. Em seguida, decorreu a tarefa de analisar o grande volume de informações extraídas dos restos mortais.

A análise de ADN revelou que os vikings eram um grupo humano diversificado, com ancestrais de caçadores-recolectores, camponeses e populações da estepe da Eurásia.

Embora os vikings tenham saído da Escandinávia e, em alguns casos, voltado para casa, a análise genética revela que eles não interagiram tanto dentro da grande região escandinava como fora dela, misturando-se com uma ampla gama de povos que encontraram nas suas viagens.

Em síntese, os resultados provam que o fenómeno Viking não era puramente escandinavo. Tem suas origens na Escandinávia, mas, ao longo do tempo, associa-se a outros grupos de pessoas.

Recurso educativo sobre os vikings

https://www.nationalgeographic.com/history/2020/09/scientists-raid-viking-dna-explore-genetic-roots/

 

 

Vikings
Vestígios de cemitérios viking, como este local de sepulturas em forma de navio perto de Aalborg (Dinamarca), fornecem evidências genéticas importantes para a compreensão destes antigos navegantes

vikings
Artefactos vikings, neste caso espadas e elmos localizados na Noruega, ajudam os arqueólogos a rastrear suas expedições antigas

vikings
O ADN de um esqueleto feminino chamado Kata, descoberto num cemitério viking em Varnhem (Suécia) foi sequenciado como parte do estudo da Nature

vikings
Os atores vestem armaduras preparando-se para o combate corpo-a-corpo durante o Festival de Eslavos e Vikings em Wolin (Polónia)