O Eufrates moldou a geologia da Ásia ocidental durante milhões de anos e, segundo com um novo estudo, este rio pode ter-se formado há 3,6 milhões de anos a partir de dois sistemas fluviais distintos.
Compreender a evolução deste curso de água, que se estende por cerca de 3000 quilómetros desde a Turquia até ao golfo Pérsico, é crucial para traçar o desenvolvimento subsequente das sociedades que floresceram nas suas planícies aluviais.
O Eufrates “originou-se de dois sistemas fluviais distintos que desaguaram brevemente numa bacia marinha, atravessaram quatro placas tectónicas, convergiram e finalmente desaguaram num golfo”. Especificamente, o estudo sugere que dois rios, o Paleo-Karasu e o Paleo-Murat, fluíam pelo que são hoje a Turquia e a Síria, desaguando numa bacia do mar Mediterrâneo que tinha secado parcialmente durante a crise de salinidade do Messiniano. A causa desta crise, que ocorreu entre há 5,97 e 5,33 milhões de anos, foi o encerramento da ligação entre o mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico devido à atividade tectónica que fez com que o Paleo-Murat se deslocasse para sudeste, em direcção ao golfo Pérsico, e que o Paleo-Karasu se juntou algum tempo depois. Estes desvios acabaram por criar um único sistema fluvial que se tornou o actual rio Eufrates, que desagua no golfo Pérsico, levando potencialmente ao desenvolvimento do Crescente Fértil.
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| Mesmo no topo da imagem, lado a lado, o Paleo-Karasu (à esquerda) e o Paleo-Murat |





